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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Carnaval e alegria, Band e o Brasil na folia!


Por Paula Gomes

Mais uma belíssima transmissão do carnaval nordestino feita pela Band chega ao fim e a emissora só tem a comemorar. Nós, telespectadores, ficamos completamente a vontade com a transmissão da emissora, que dispõe de equipes gigantescas para mostrar a folia para todo Brasil.
Em 2008 a Band deu início a transmissão em Pernambuco. Houve uma agitação geral de telespectadores que se sentiram "ameaçados" em perder a festa em Salvador. Já este ano, o entrosamento foi melhor. Nada se perdeu, tudo se somou!
Em Pernambuco fomos apresentados a nova contratada da Band: Lorena Calábria, que deu um show de simpatia e talento. Ao seu lado, o sempre competente Nivaldo Prieto. A belíssima Nadja Haddad fez companhia ao estreante na TV, Luis Megale, âncora da BandNews FM, que também fez um show de transmissão. Luize Altenhofen, Luciano do Valle e Renata Fan também passaram por lá para fazer a cobertura do Galo da Madrugada e outras festividades que aconteciam no estado.
Na Bahia, o veterano Betinho completou 10 anos de transmissão, com homenagens merecidas. Impossível não lembrar da sua parceira de transmissão, Astrid Fontenelle, que deixou uma lacuna no carnaval desde que saiu da Band. Tivemos anos pavorosos no Band Folia, quando até Claudete Troiano tentou, sem sucesso, conquistar a vaga de âncora do carnaval da Bahia. Mas, uma grata surpresa foi dada aos telespectadores: Patricia Maldonado. Esse foi seu segundo ano de transmissão e talvez a experiência a frente do "É o amor" tenha aflorado o lado animadora da Patricia. Ela simplesmente "se jogou" na folia. Esteve completamente a vontade, empolgada, transmitindo emoção e alegria na dose certa. Astrid é insubstituível, mas Patricia conseguiu definitivamente conquistar seu espaço no carnaval de Salvador, sendo inclusive, elogiada pelos cantores e pela pipoca! Finalmente a Band encontrou alguém que conseguisse acertar o ponto da transmissão, como só Astrid sabia fazer. Lá também pudemos matar a saudade de Guilherme Arruda, convidado especial da emissora, e a outra convidada, Gilmelândia, que na minha modesta opinião, não tem talento para apresentar. É uma cantora divertida, uma personalidade esvoaçante, mas foi péssima na apresentação. Não sabia para qual câmera olhar, onde colocar os braços, não parava quieta um segundo sequer e deixava o telespectador zonzo com tanta "animação", muitas vezes fora de hora. Outro ponto destoante da transmissão foram os flashes do sambódromo de São Paulo com o desfile de acesso. Um compacto durante o dia teria sido mais interessante.
Além dos apresentadores, alguns repórteres se destacaram. Em Recife fomos apresentados à talentosa repórter Barbara Thomaz e pudemos rever a atuação de Pietra Ferrari na Bahia, que fazia reportagens para o saudoso "Melhor da Tarde". Juliana Camargo, André Vasco e Felipe Aaukai, saídos direto do "Band Verão" também se destacaram na transmissão. Faço votos, inclusive, de que os cinco continuem na emissora, pois são incríveis!
A transmissão desse ano também foi enriquecida pelas entrevistas feitas por Betinho, Lorena Calábria, Patricia Maldonado e Adriane Galisteu. Adriane, alías, foi "batizada" na Bahia. Os críticos já apontam sua "estréia" como sendo um fracasso, por conta da audiência da sua entrevista com a chatíssima Claudia Leitte. Pura intriga e pegação no pé. Adriane esteve em Salvador para ser apresentada ao público oficialmente como nova contratada e esteve super a vontade na transmissão. Percebia-se em seu rosto a alegria em estar de volta ao vídeo e a vontade de trabalhar!
Enfim, mais um Band Folia bem sucedido, mas que ainda não acabou. Sexta tem o desfile das escolas de samba campeãs de São Paulo e sábado o desfile das campeãs do Rio de Janeiro.
Vale deixar os parabéns a todos que estiveram na cobertura do Band Folia. Produtores, redatores, diretores, equipe técnica, suporte, maquiadores, figurinistas e todos que contribuíram para essa transmissão incrível que mostra a capacidade da emissora em fazer grandes transmissões ao vivo!
A gente se encontra agora em março, com os comentários sobre a nova programação da Band!

Serviço: Band Folia Desfile das Campeãs de São Paulo - sexta às 21h.
Band Folia Desfile das Campeãs do Rio de Janeiro - sábado às 21h.

Atenção: Esta coluna é pertencente ao "Blog da Band". Todos os direitos são reservados ao blog e à autora.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Band 2009 é só alegria!


Por Paula Gomes

Detalhes sobre a nova programação da Band em 2009 foram apresentados à imprensa e ao mercado publicitário na tarde de quarta-feira, 28, no badaladíssimo Terraço Daslu em São Paulo. Evento semelhante aconteceu no início de 2008 e trouxe boas novas na grade da Band. Já falamos aqui nesse espaço a respeito do sucesso de alguns programas que foram exibidos ano passado e, infelizmente, de outros que não seguiram adiante. Mas 2009 parece ser um ano promissor, pois finalmente a Band voltará a exibir uma atração de qualidade na programção matutina.
Desde a estréia do tenebroso "Bem Família", a Band perdeu muitos telespectadores que não se identificaram com o excesso de culinária, que empobrecia o programa, e principalmente com a falta de talento e carisma do apresentador Daniel Bork.
A chegada de Lorena Calábria e a presença de Patricia Maldonado no novo "Programa da manhã" - título ainda provisório - certamente vai atrair a atenção do público, já que o programa promete ter conteúdo diversificado e ser mais atrativo visualmente. Daniel Bork certamente será coadjuvante nesse processo e quem sabe assim terá a chance de aprender um pouco de TV ao lado de duas jornalistas competentes e experientes.
As outras novidades da programação ficam por conta do "Jornal de dabates" - título também provisório - ancorado pela experiente Silvia Poppovic no início de tarde, do "Programa Adriane Galisteu" nas noites de sexta, da estréia dos programas "E24", um reality show que trata sobre o dia-a-dia de pacientes, médicos e demais funcionários de um hospital e "A liga", que estréia no segundo semestre e contará com 4 repórteres que mostrarão diferentes ângulos sobre um mesmo assunto, ambos produzidos em parceria com a produtora Cuatro Cabezas, responsável pelo sucesso do "CQC - Custe o que custar", que volta com a 2ª temporada dia 2 de março. No horário nobre de terça-feira, Patricia Maldonado continua no comando do reality "É o amor" e as noites de quinta-feira ganham reforços com novos filmes no "Top Cine".
Com todas essas novidades, a Band mostra que, apesar do fim de ano turbulento e cheio de demissões, ainda está preocupada em oferecer atrações de qualidade aos seus telespectadores. Nessa programação, só faltou um programa na faixa antes ocupada pelo "Atualíssima", que poderia ter sido reformulado e continuado na grade e um programa para Daniella Cicarelli, mas certamente o telespectador da Band encontrará em 2009 uma programação ainda mais diversificada e com potencial pra fazer muito barulho. E que venha março!

Serviço: A nova programação da Band estréia dia 2 de março.

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Jornal da Noite: o jeito "tradicional" de fazer telejornal.


Por Paula Gomes

Em 2008 fomos pegos de surpresa com a saída de Roberto Cabrini da Band. Na época, ele já estava envolvido no projeto de um novo programa jornalístico semanal, quando recebeu proposta da Record e decidiu deixar a emissora. Boris Casoy, recém contratado da Band já estava acertado para comandar um jornal no início da tarde. Então, a direção de jornalismo da Band entregou ao Boris o "Jornal da Noite", que tinha um perfil diferenciado com o comando do Cabrini. Não tinha bancada, focava em reportagens especiais e por ser diário, muitas vezes essas reportagens eram repetidas, algumas até do acervo do jornalista e dava pouco espaço para análise dos fatos e notícias do dia. Era realmente um jeito "diferente" de fazer telejornal
Boris assumiu o jornal e trouxe à ele toda sua credibilidade. O jornal voltou a ter análise dos fatos, as notícias mais importantes do dia e o que pode ser destaque no dia seguinte. Boris também recebe convidados no estúdio para uma pequena entrevista e tem repórteres em sua equipe que fazem séries de reportagens para complementar o conteúdo do jornal.
O jornal voltou então ao jeito "tradicional" e atende de forma mais satisfatória ao perfil do público que está ligado na TV naquele horário: um público crítico, conservador, que busca não apenas a informação pincelada, mas que busca uma reflexão, e isso Boris sabe fazer como poucos. Ele desempenha um papel cada vez mais raro na TV: o de âncora de jornal.
Na época em que Carlos Nascimento deixou o "Jornal da Band", ventilou-se o nome de Boris e na época era absolutamente contra, por achar que Boris não fazia o perfil da emissora e do jornal, que tinha ganhado dinamismo e apresentava um perfil diferente da concorrência. Boris na Band foi uma grata surpresa, pois pela primeira vez em anos, ao substituir Ricardo Boechat nas férias, Boris humildemente dividiu a bancada com as jornalistas Ticiana Villas-Boas e Nadja Haddad e foi super bem, tanto que eventualmente é escalado para as edições de sábado, prova de que evoluiu na carreira e que se adaptou a nova emissora.
Boris tem rejeição por muitos telespectadores, mas é admirado por outros tantos, mas o que realmente importa é que a sua credibilidade somada a da emissora já fazem do "Jornal da Noite" um dos melhores produtos da casa no quesito qualidade e faturamento. O que realmente poderia ser revisto é a parte estética do jornal, que deixa a desejar e o horário que é exibido. O ideal seria que o jornal entrasse no ar após a 00h30, dando assim possibilidade da emissora ampliar a quantidade de proutos na faixa que antecede o jornal.

Serviço: "Jornal da Noite" com Boris Casoy vai ao ar de segunda a sexta a meia noite.

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domingo, 18 de janeiro de 2009

Foi ela que fez!

Na foto, Elisabetta Zenatti comemora junto com Juliana Baroni e Ricardo Martins mais uma produção da Band!

Por Paula Gomes

Elisabetta Zenatti, atual diretora geral de produção e artístico da Band, está conseguindo alcançar uma meta incrível, não apenas nos índices de audiência e no faturamento dos programas, como também em tempo de permanência no cargo. A Band ficou conhecida por mudar constantemente a direção artística por querer resultados imediatos. Passaram por lá Rogério Gallo, Celso Tavares, Marlene Mattos, MC Fernandes, Juca Silveira (por incontáveis vezes) até que em outubro de 2006, Elisabetta atendeu o chamado de Jhonny Saad para assumir o cargo.
Dona de um currículo invejável, teve cargos importantes em produtoras pelo mundo: Alemanha, Itália, França, Holanda (como a Endemol), Argentina (diretora-executiva da produtora RGB), diretora do Disney Channel e Sony do Brasil; foi responsável por grandes sucessos aqui no Brasil, como por exemplo os realitys "Popstar", "Joga 10", "Joga Bonito" e as duas temporadas da novela "Floribella".
Ao assumir o cargo na Band, Elisabetta recebeu como missão tornar a programação mais dinâmica, atrair o público jovem, diversificar a programação e deixá-la assistível à família brasileira, por isso, logo de cara, para iniciar seus projetos pôs fim ao reinado de Gilberto Barros e seus programas apelativos, que espantavam anunciantes e não andavam bem na audiência. O começo foi conturbado, pois muitos projetos que ela tentou emplacar não foram viabilizados pelo departamento comercial, então ela se virou com o que tinha. Alguns formatos foram fracasso, como por exemplo o "É verdade ou é mentira?", mas aos poucos, com planejamento e pesquisa, ela mostrou sua competência.
Ao longo desses anos fez contratações importantes e renovou o casting da emissora: Patricia Maldonado, Rosana Hermann, Raul Gil, Guilherme & Santiago, Renata Fan, Luize Altenhofen, Guilherme Arruda, Marcelo Tas, Daniella Cicarelli, Silvia Poppovic, a recém-chegada Adriane Galisteu e uma renovação nas equipes de reportagem. Ela também fez a emissora voltar a investir em dramaturgia (que já foi deixado de lado provisoriamente por seus superiores) e em 2008 fez uma revolução, com programas de sucesso, como a volta do programa "Marcia", "CQC", "É o amor", "Countrystar", "A grande chance", fechou pacotes interessantes de seriados e filmes, obviamente com o que a emissora podia pagar, trouxe a emissora o "Grammy Latino", renovou as transmissões dos concursos de Miss. Também foi a responsável pela volta do Futebol e por novas aquisições no setor esportivo. Infelizmente não teve tempo de fazer alguns programas emplacar por pressões internas, como "Quem pode mais?".
Infelizmente, fomos testemunhas de algumas intervenções no seu trabalho, mas Elisabetta se cercou de bons profissionais para ajudá-la na dificil tarefa de mostrar ao telespectador que a Band pode ser uma alternativa. Ao lado de Helio Vargas, que fez um trabalho muito bom na Record com a verba que tinha disponível, criaram a "Escolinha muito louca", o mais novo sucesso da emissora que alavancou o antigo horário das novelas.
Para 2009, ela finalmente conseguiu emplacar uma renovação no horário matutino, com um novo programa que será apresentado por Patricia Maldonado e Lorena Calábria, um novo programa jornalístico que ocupará o início das tardes com Silvia Poppovic, dois formatos muito interessantes fruto da parceria com a Cuatro Cabezas, produtora do "CQC": "E24" e "La Liga", um programa de variedades com Adriane Galisteu e a promessa de produzir minisséries no segundo semestre.
Apesar dos recentes acontecimentos que deixaram todos tristes nos últimos tempos, ainda há esperança de que 2009 será um ano ainda melhor para a Band. Elisabetta sabe o que faz. É competente. Tem visão do que é uma programação diversificada e de qualidade e certamente fará muito mais pela emissora enquanto a deixarem.

Serviço: Acompanhem no Blog da Band e na comunidade da emissora no Orkut as novidades da programação da Band em 2009. A nova grade da emissora vem aí: em março!

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domingo, 11 de janeiro de 2009

O verão chegou...


Por Paula Gomes

... e a Band presenteia seus telespectadores com uma programação diferenciada nessa época de marasmo da TV brasileira. O "Band Verão" surge na tela da Band com uma linguagem moderna, jovem, atual e diferenciada, lembrando em alguns momentos a linguagem de TV a cabo. Ancorado por Daniella Cicarelli na edição noturna, o programa é uma revista eletrônica sobre o verão. Mostra reportagens que vão do comportamento a roteiros turísticos, passando por dicas de saúde, esportes, famosos, pocket shows e até notícias do jornalismo factual. Daniella está tendo a chance de mostrar nesse projeto um lado mais centrado e está se saindo muito bem. Soube se adaptar ao cenário virtual (finalmente bem elaborado) e ao ritmo do programa.
As noites de segunda-feira agora ficam com Otavio Mesquita, devido às férias do CQC (que volta no dia 2 de março). O programa do Otavio é irreverente e muito bem produzido. Ele vai viajar todo o litoral brasileiro em busca de belezas naturais e opções de locais para as férias. Ao lado dos repórteres Rodrigo Leitão e Carol Thomé, Otavio roda nosso litoral a bordo da "kombosa", o que nos faz lembrar o saudoso projeto do antigo Canal 21, o "Circular" apresentado por Maria Cristina Poli.
Durante o dia são exibidas duas edições do programa com a "novata" Luiza Brunet, ainda crua no vídeo, mas esbanjando simpatia. A modelo está crescendo a frente do programa. Faz entrevistas, encara desafios e está mostrando que se entregou de corpo e alma ao projeto, o que seduz o telespectador.
O visual do programa surpreende. A parte gráfica (caracteres, vinhetas, trilha sonora e cenários) foram muito bem escolhidos, o que demonstra a preocupação da emissora em oferecer um produto de qualidade. O conteúdo dos programas também é de primeira. Cheio de repórteres novos e competentes, como Juliana Camargo, Felipe Aaukai, Paulo Sérgio e Livia Lemos, o programa aborda vários temas interessantes e ainda conta com a presença da eterna personal trainer Solange Frazão. E o esporte, claro, fica a cargo da musa da Band, Luize Altenhofen, que se sai muito bem em externas.
O "Band Verão" então torna-se uma opção agradável e descompromissada de levar entretenimento e informação aos telespectadores, servindo de esquenta para a programação de 2009 que estréia após o carnaval.

Serviço: Anote os horários do Band Verão
De segunda a sexta às 11h e 15h30 com Luiza Brunet e às 21h50 com Daniella Cicarelli
Segundas às 22h20 com Otavio Mesquita
Sábados às 13h, compacto da semana com Daniella Cicarelli
Domingo às 14h com Luize Altenhofen

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sábado, 3 de janeiro de 2009

Humor para gente inteligente.


Por Paula Gomes

Em 2008 a revelação do humor aconteceu na Band. Há anos sem produzir atrações nessa linha, a emissora ousou com a produção do programa "CQC - Custe o que custar" comandado por Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque. Graças a uma parceria bem sucedida com a produtora argentinha Cuatro Cabezas, a Band soube aproveitar o marasmo das noites de segunda-feira e emplacou um dos programas mais comentados da TV brasileira. CQC demorou a fazer sucesso. No começo, as pessoas não entenderam o propósito da atração. As comparações com o "Panico da TV" surgiam a todo instante, mas com o tempo o público se rendeu ao programa e percebeu que a proposta dos homens de preto era outra: humor crítico, ácido, inteligente, longe da apelação de "peitos e bundas" que é só o que se vê no primo pobre e vazio da concorrente.
O grande responsável pelo sucesso do programa foi o Youtube. A prova disso é a quantidade de acessos que a minha página e da Mi Zaparolli, moderadora da comunidade da Band, recebeu dias após a estréia do programa. Os vídeos do repórter inexperiente, Danilo Gentili, foram os mais assistidos, mas o programa não ficou só nesse quadro. Foi além. O Top Five é um dos quadros de maior audiência do programa, onde são exibidos erros de programas das emissoras concorrentes.
O carisma dos repórteres também deu gás ao programa. Felipe Andreoli provou que sabe muito mais do que futebol e se deu bem quando cobriu outras pautas. Oscar Filho demorou a entrar no ritmo da atração, mas logo entrou no clima e foi o primeiro a ser "agredido" por um entrevistado. Rafael Cortez, sem dúvidas, foi o que se deu melhor nas entrevistas, principalmente com políticos. Dono de um repertório incrível de tiradas e de uma facilidade invejável com as palavras, Rafa arrancou muitas risadas dos telespectadores e suspiros da mulherada.
O CQC também deu suas derrapadas, mas nada de grave. O excesso de palavrões foi podado logo de cara, o que ajudou a manter o nível da atração lá em cima. O quadro "Em foco", do oitavo elemento, Warley Santana não conseguiu atrair o mesmo público do Repórter Inexperiente e deixou a desejar, principalmente na edição confusa e muitas vezes sem sentido.
O auge do programa foi a campanha "CQC no congresso", quando os repórteres foram proibidos de gravar lá, primeiro sinal da retaliação por parte dos políticos, mas os meninos souberam driblar isso e durante a campanha às prefeituras, muitos candidatos viram no CQC a oportunidade de falar com um outro público: o jovem.
Além do bom humor, o CQC conseguiu fazer boas ações. Rafinha Bastos se destacou no quadro "Proteste Já", onde reclamava os direitos de pessoas com alguma dificuldade, embora em alguns momentos tenha exagerado em não deixar a outra parte envolvida falar ou até mesmo nas brincadeiras que fazia, Rafinha também fez um outro quadro que foi muito elogiado: "Cadeia de favores"; com um simples botão, conseguiu praticamente reformar uma escola fazendo trocas com anônimos e famosos deixando muita gente emocionada.
O programa conseguiu boa audiência em 2008, e conseguiu juntamente com "É o amor" de Patricia Maldonado, atrair um público diferenciado para o horário nobre da Band e nos fez esquecer de vez o tenebroso "Boa noite Brasil" com Gilberto Barros. CQC também atraiu anunciantes de peso para a emissora, liderando o faturamento da faixa nobre e promete vir com novidades em 2009, com a entrada de uma repórter, para dar frescor ao programa.
Sem dúvidas, CQC foi um dos acertos de Elisabetta Zenatti, diretora geral de programação e artístico da Band, que investiu e trouxe o formato ao Brasil e realmente o programa merecia um descanso para se renovar. Por questões contratuais todos os CQC's do mundo todo saem de férias para buscar novos formatos, avaliar o ano anterior e voltar com tudo na próxima temporada.
Estaremos aguardando a volta do programa de humor mais inteligente da TV e esperamos que traga muitas alegrias em 2009, juntamente com os demais programas do horário nobre da Band.
Serviço: "CQC - Custe o que custar" volta a Band em março. Até lá, Otavio Mesquita assume a faixa das 22h de segunda-feira com o "Band Verão".
Até semana que vem.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Band Balanço.


Por Paula Gomes

2008 começou bem para a Band. No dia 23 de janeiro no Restaurante Leopolldo em São Paulo foi realizada uma coletiva de imprensa para anunciar as novidades na programação da emissora. Na ocasião estavam
presentes o elenco da emissora, jornalistas, executivos, o mercado publicitário... Naquela data festiva foram anunciados grandes projetos. Uns seguiram em frente; outros ficaram no meio do caminho e cá estamos, no final do ano para fazer um Band Balanço do que aconteceu de bom e ruim na emissora.
Os pontos positivos ficam por conta do horário nobre. "CQC - Custe o que custar" sem dúvida foi o melhor programa humorístico de 2008. O programa atingiu a meta de audiência em pouquíssimo tempo e se tornou popular graças ao Youtube. Muita gente só tomou conhecimento do programa graças aos vídeos postados pelos fãs da emissora. "CQC" amadureceu em pouquíssimo tempo de exibição e estará de volta em março de 2009, com promessas de novos quadros, novos integrantes e nova identidade visual. O reality "É o amor" foi outra agradável surpresa. Fechando o ano com a mesma audiência do CQC, o programa apresentado por Patricia Maldonado veio para mostrar que é possível conquistar o público com um programa leve, agradável e sensível. Foi o ano do crescimento profissional de Patricia, que mostrou ser muito mais que uma simples leitora de TP. Ano que vem, "É o amor" continua e Patricia terá uma outra função: um programa matutino.
Em 2008 também assistimos a 2ª temporada do "Countrystar", no "Terra Nativa", de Guilherme & Santiago. O vencedor Leovander conquistou o Brasil. O reality teve uma evolução no quesito produção e seleção de candidatos, mas infelizmente não teve o mesmo desempenho da versão feminina.
Também acompanhamos os eventos especiais, onde a Band brilhou: Band Folia, Miss São Paulo, Miss Brasil, Festival de Parintins, e Jogos Olímpicos de Pequim. Toda credibilidade e versatilidade da emissora foram colocados no ar e o Brasil acompanhou todas essas atrações.
Além da Olimpíada, o Brasil vibrou com o futebol na Band. Os programas esportivos tiveram bom desempenho. "Jogo Aberto" com Renata Fan se consolidou e se tornou referência no assunto. "Band Esporte Clube" mudou de horário 2 vezes e finalmente encontrou um dia e horário ideal: domingo a tarde, relembrando os velhos tempos do finado "Show do esporte". O que nos entristeceu foi a demissão do apresentador Guilherme Arruda, que mostrava um crescimento e amadurecimento profissional incrível.
O jornalismo da Band também merece destaque. Tivemos perdas importantes no setor: Mariana Ferrão, Roberto Cabrini e Karyn Bravo. Dois dos projetos anunciados pelo jornalismo não foram ao ar: "Linha de Frente" e "Brasil Acontece". E 2009 o "Brasil Acontece" deve sair do papel sob comando de Silvia Poppovic, contratada pela Band no fim do ano e que promete brilhar novamente na emissora. Boris Casoy superou as expectativas no "Jornal da Noite". Atende às necessidades do público e durante as férias de Ricardo Boechat soube dividir elegantemente a bancada do "Jornal da Band" com Joelmir Beting e Ticiana Villas-Boas, que também surpreendeu. Assumiu a bancada e editoria do tempo que pertencia à Mariana Ferrão e se encaixou na proposta do jornalismo Band.
Na dramaturgia, saboreamos cada capítulo de "Água na boca". Um primor de novela, que infelizmente não teve o desempenho esperado. Ficamos tristes com o fim do departamento, mas celebramos a chegada de "Uma escolinha muito louca" que atraiu novamente um público para a emissora e está revelando novos e ótimos talentos.
Por falar em tristeza, além da série de demissões, ficamos estarrecidos com o fim do "Atualíssima". Rosana Hermann trouxe um novo gás para o programa. Fez o que pôde e certamente vai brilhar em 2009. Por Leão Lobo temos a agradecer pelos serviços prestados durante 8 anos, mas para ele o ciclo na Band já havia chegado ao fim. O mesmo vale ao outro Leão, o Gilberto Barros, que desgastou a própria imagem com os extensos programas e atrações apelativas. "A grande chance" foi o melhor programa que apresentou na Band, mas como todo game show, tinha prazo de validade.
Raul Gil conseguiu se firmar nas tardes de sábado com seus novos talentos e depois de um programa de gosto duvidoso na tarde de domingo o "Todo domingo é Natal" voltou ao formato que o consagrou com "Raul Gil Tamanho Família"
"São Paulo Acontece", "Marcia" e "Brasil Urgente" não tiveram grandes alterações em seu formato, mas tiveram ótimo desempenho ao longo do ano. A dobradinha Marcia e Datena, inclusive, rendeu a Band momentos de vice-liderança.
Talvez a maior frustração para os telespectadores tenha sido assistir o fim do "Quem pode mais?", programa apresentado por Daniella Cicarelli. O programa teve muitas alterações no formato e direção em pouco tempo de exibição e sofreu com a escalação na grade de programação. Daniella soube fazer bem seu papel. Evoluiu como apresentadora e estava a vontade a frente da atração. Em 2009 Daniella comanda o "Band Verão" ao lado de Otavio Mesquita e Luize Altenhofen e voltará com uma nova atração com dia e horario de exibição a serem definidos. Daniella também não teve muita sorte com o "abacaxi do ano": o Grammy Latino. A transmissão foi confusa, repleta de erros e ficou muito além do que o telespectador da Band está acostumado a ver em grandes transmissões.
Dois programas passaram batido em 2008: "Bem Família", pelo fraco desempenho do apresentador e pelo seu fraco conteúdo e "A noite é uma criança", que perdeu uma excelente repórter, Barbara Koboldt. Talvez o problema do programa de Otavio Mesquita tenha sido a falta de investimentos e de maior destaque na programação.
Por fim, quem nos trouxe alegrias foi a chegada de Adriane Galisteu. Após uma novela interminável, o final foi feliz. Adriane vem em 2009 com um programa na faixa nobre e certamente conseguirá fazer o público perceber que ela é muito mais que uma contadora de feijões em panela de pressão. Adriane percebeu que no SBT não estava sendo valorizada e na Band, certamente fará um excelente trabalho.
2008 chegou ao fim com turbulências, mas 2009 promete ser melhor. Novos programas vem aí na faixa da manhã, no início da tarde e no horário nobre. Nós, fãs da emissora, estaremos acompanhando todas as novidades e estaremos na torcida para que a emissora cresça e consiga conquistar ainda mais telespectadores.
Aos leitores do Blog da Band, um excelente 2009 e obrigada pelo carinho. Nos vemos ano que vem!

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sábado, 20 de dezembro de 2008

Band rindo à toa.


Por Paula Gomes

Na última sexta-feira, 12 de dezembro, a Band exibiu o último episódio da sua última produção em novelas, "Água na boca". Como já foi discutido em colunas anteriores, a novela não foi bem quanto a emissora esperava e a emissora desativou o departamento. Já na segunda-feira, dia 15, estreava "Uma escolinha muito louca", projetada inicialmente para ser exibida na faixa das 22 horas para alavancar a audiência dos programas "CQC", "É o amor", "Top Cine" e "Terra Nativa", que recebem com a audiência lá em baixo; a Escolinha foi usada então como alternativa para o horário vago com o fim das novelas, onde a emissora não conseguia atingir audiência satisfatória.
A proposta é velha conhecida do público, afinal, quem não se lembra da famosa Escolinha do Professor Raimundo? A diferença da Escolinha da Band é que o texto é mais ágil, muitos "alunos" são novatos na TV e vem de uma nova escola do humor brasileiro, além da preocupação com a parte gráfica (recursos de geradores de caracteres, sonoplastia, efeitos visuais) e com a tentativa de passar uma informação a mais para o telespectador.
Nesta primeira semana, o resultado em termos de audiência foi animador: média de 6 pontos no Ibope da Grande São Paulo e picos de 8, deixando a Band em terceiro lugar e chegando em alguns instantes à segunda colocação, ou seja, 3 vezes mais Ibope do que conseguia a novela "Água na boca", um primor em termos técnicos e de produção.
Realmente é surpreendente a forma como esse produto atraiu audiência, haja visto que a Band voltou a ter humor na sua grade com a estréia do CQC no começo do ano e que mesmo assim, levou um tempo para emplacar. A Escolinha é para um público diferente do CQC e está mantendo a audiência cultivada no início da tarde pelos programas "Marcia", "Brasil Urgente" e "Jornal da Band".
As personagens são caricatas. Mulheres com corpos esculturais, muitos bordões, alguns velhos conhecidos do público e humor do tipo pastelão marcam o programa. O professor Sidney Magal está fazendo seu papel direitinho, mas precisa ser orientado a não olhar tanto para a câmera enquanto conversa com os alunos. O áudio também é uma questão que precisa de maiores cuidados. Duas atrizes se destacaram nessa primeira semana: Pâmela Côto (Elvira Alfacinha), uma portuguesa divertidíssima que utiliza um telão para mostrar que a língua inglesa está atrelada à portuguesa e a atriz Marcia Kaplun (Krika Telé), uma atendente de telemarketing rápida no gatilho e que sempre tenta vender seus produtos.
A Escolinha veio em uma boa hora para a emissora. Está ajudando a aumentar a média de audiência, sendo um produto relativamente barato quando comparada a uma novela, mas é preciso que a direção do programa fique atenta ao desgaste do formato. Por ser diário, vale a pena fazer um rodízio de personagens. Muitos atores que compõem o elenco possuem outros personagens e podem ajudar a manter o frescor da atração, que por ser diária, cedo ou tarde pode fazer o telespectador enjoar da atração.
Serviço: "Uma escolinha muito louca" vai ao ar de segunda a sexta às 20h15 na Band.
Na próxima semana, a última coluna de 2008 com o balanço do que aconteceu de bom e de ruim na tela da Band. Não perca!

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Acabou-se o que era doce.


Por Paula Gomes

Com 155 capítulos terminou na noite desta sexta-feira, 12 de dezembro, a novela "Água na boca", escrita por Marcos Lazarini e direção geral de Del Rangel. A novela não atingiu a audiência esperada, mas o que se viu foi um show de imagens, texto e interpretação. Uma trama leve e gostosa de assistir, "Água na boca" foi na contra-mão de todas as novelas da concorrência: não se viu, em nenhum capítulo, apelo sexual e violência, o que levou a trama a ser taxada de água com açúcar. Bem, realmente foi, mas não ficou devendo em nada à produções globais no que diz respeito à técnica.
Aliás, poucas novelas da TV brasileira tiveram um elenco tão afinado. Muitos atores jovens foram revelados, à exemplo da antecessora "Dance dance dance", e os veteranos abrilhantaram ainda mais a trama.
O que dizer da atuação de Berta Zemel no papel da doce Maria Bellini? E as maldades de Françoise Cassoulet, vivida por Jacqueline Laurence? Essas atrizes mais experientes ganharam destaque na trama e fizeram seu trabalho de forma impecável! Os atores mais jovens também deram um show. Destaque para Miranda Kassin (Gina Angel), Priscila Sol (Renée Cassoulet), Alexanndre Barros (Alex Wagner) e a protagonista Rosanne Mulholland (Danielle Cassoulet), que segurou a onda e se mostrou muito madura e que estava preparada para o desafio. Outro ator que abrilhantou a trama foi Carl Schummacher na pele do divertidíssimo Paolo Bellini.
"Água na boca" também explorou outras culturas através do núcleo nordestino, brilhantemente representado por Ana Cecília (Miquelina Penaforte), e do núcleo oriental, liderado por Eda Nagayama (Keiko Mizoguchi). O merchan social também se fez presente quando o autor tratou de forma delicada e muito sensível de assuntos como Mal de Alzheimer, da personagem de Berta Zemel, e da gravidez na adolescência, da personagem de Juliana Kemetani (Akemi Mizoguchi).
A Band pode se orgulhar do que produziu. Toda equipe que participou dessa novela pode dizer com orgulho que contribuiu para uma obra de qualidade e que embora não tenha sido fenômeno de audiência, priorizou a qualidade acima de qualquer coisa, raridade hoje em dia na TV.
Uma pena não termos uma continuidade da dramaturgia da Band neste momento. Toda equipe foi dispensada e fica aqui nossa torcida para que todos consigam boas oportunidades. Seria maravilhoso se a emissora não tivesse desistido das novelas agora e preparasse um novo trabalho para toda essa gente talentosa, mas quem sabe em 2009, após a análise do setor, a emissora volte com tudo com produções nesse nível.
"Água na boca" deixará saudades. Aos envolvidos nessa produção, mais uma vez, em nome dos telespectadores da Band, obrigada pela excelente novela que fizeram e espero que voltem a brilhar em breve na tela da Band.
Parabéns ao autor Marcos Lazarini e seus colaboradores Aleksei Abib, Conceição La Branna e Denise Patarra; aos diretores Del Rangel, Luiz Antonio Piá, Rodolfo Silot e Marcelo Krause; a diretora geral de programação e artístico da Band, Elisabetta Zenatti, por acreditar na força das novelas para a melhoria da qualidade da programação da emissora e meus profundos agradecimentos ao jornalista Marcio Tadeu, que fez um excelente trabalho na divulgação da novela enquanto assessor de imprensa. Obrigada Marcio, pela atenção e paciência.
Beijos a até semana que vem!
Atenção: Próxima segunda, em substituição à "Água na boca", às 20h15, estréia "Uma escolinha muito louca".

Atenção: Esta coluna é pertencente ao "Blog da Band". Todos os direitos são reservados ao blog e à autora.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mexeu com você, mexeu com ela.


Por Paula Gomes

Dona de um dos bordões mais conhecidos da TV brasileira, Marcia Goldschmidt é uma das apresentadoras mais populares e que desperta os sentimentos mais contraditórios nos telespectadores que sintonizam seu programa nas tardes da Band.
Marcia tem uma trajetória de sucesso. Sofreu muito quando criança mas nunca se deixou abater e seguiu em frente. Tornou-se conhecida na TV ao apresentar o programa "Marcia" no SBT, nos anos 90. Naquela época, Marcia era sinônimo de barraco. Seu programa chegava a incomodar a Globo e se tornou febre entre as pessoas mais humildes, pois Marcia tinha uma linguagem simples e tratava de problemas comuns, do dia-a-dia. O tempo passou, Marcia foi perdendo espaço no SBT e pouco tempo depois se deparou com um desafio: apresentar um programa feminino na TV Gazeta. E não era qualquer programa: era o lendário "Mulheres". Não durou muito. Marcia veio para Band, atendendo o chamado do então diretor artístico, Rogério Gallo, apresentar atração semelhante à que fazia no SBT. Estreava o "Hora da verdade", que já mostrava algumas diferenças em relação ao que Marcia já fazia. Um dos sinais do seu amadurecimento profissional.
Marcia teve grandes oportunidades na Band. O "Jogo da Vida", exibido nas tardes de domingo, entrou para história. Naquela época, Marcia chegava a incomodar o SBT, que dominava a audiência dominical. O programa era leve, divertido e Marcia teve a chance de mostrar um outro lado. Por um erro de estratégia, tornaram o programa diário, o que desgastou o fomato e levou Marcia à geladeira.
Um ano e meio depois, Marcia voltou à Band na faixa que a consagrou. Hoje, apresenta uma nova versão do "Marcia". Um programa que recebe convidados para expor seus dramas e conflitos e buscar soluções. No vídeo, Marcia está mais segura, demonstra um crescimento profissional incrível. Não acontecem barracos, não há humilhações e muito menos exposições ao ridículo. As críticas ao programa também diminuíram, pois quem vê seu programa e compara com o que ela já apresentou no SBT percebe a grande diferença.
Marcia é popular. Tem uma legião de fãs que a acompanha e a defende em qualquer discussão. Ela retribui o carinho da mesma forma. Todas as moças da platéia são muito bem tratadas e Marcia faz questão de atender todas quando pode.
E você, que está lendo este texto e torcendo o nariz pois associa o nome da Marcia ao barracão televisivo, dê uma chance à moça. Ligue a TV e assista o programa.Você certamente irá sentir a diferença. Pode não ser uma atração do seu gosto, mas você verá que a Marcia de hoje não é a mesma de 10 anos atrás.
Beijos e até semana que vem!

Serviço: "Marcia" vai ao ar de segunda a sexta às 16h25 na Band.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Renatinha boa de briga.


Por Paula Gomes.

Renata Fan é a primeira mulher a comandar uma mesa redonda na TV brasileira. Dona de uma beleza de parar o trânsito, Renata sofreu muito preconceito quando começou a sua carreira na TV, quando saiu de um concurso de Miss e passou a ser assistente de Milton Neves.

O “Jogo Aberto” está sendo um grande desafio na carreira da Renata. O programa não começou muito bem. O time de comentaristas escalado para participar do debate não era muito experiente em TV, só em campo. Marcelinho Carioca e Muller muitas vezes não sabiam nem falar o português corretamente e se estranhavam no ar constantemente. O programa que não ia muito bem na audiência no início, hoje se consagra na hora do almoço. Aqui em São Paulo, e imagino que por todo o país, os televisores dos estabelecimentos comerciais se mantém ligados no programa, o que demonstra o prestígio conquistado pela equipe do esportivo. Vale lembrar também que Renata recebe a audiência “no traço” e consegue, graças a qualidade do programa, fazê-lo encostar na concorrência chegando até a 6 pontos, num horário de baixo share e de concorrência acirradíssima entre as emissoras.

A chegada do diretor Mario Quaranta trouxe novos ares ao programa. O formato mudou: 45 minutos do noticiário esportivo mais completo da TV e o restante do programa (boa parte para a cidade de São Paulo) continua com o debate. Renata passou a ter a companhia de pessoas mais experientes do meio e conhecidos do grande público, como Dr. Osmar de Oliveira, Oscar Roberto Godoi, Neto e Ulisses Costa.

Renata é hoje um referencial de talento e competência. Não é apenas um rostinho e corpinho bonito. Ela estuda para entrar no ar. Acompanha todas as partidas. Checa as fontes. Realiza um verdadeiro preparatório para fazer bem seu papel de apresentadora e mediadora de um debate esportivo, acalorado muitas vezes e divertido outras tantas.

Serviço: “Jogo aberto” com Renata Fan vai ao ar de segunda a sexta das 11h30 às 12h30 para todo o Brasil e das 12h30 às 13h10 para a cidade de São Paulo.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

10 motivos para investir em dramaturgia.

Por Paula Gomes

A Band já produziu grandes novelas que entraram para a história da TV brasileira. Talvez o maior exemplo seja "Os imigrantes", produzida em 1981 e com emocionantes 333 capítulos. Durante todos esses anos a emissora produziu mais de 45 obras dramatúrgicas, entre novelas, minisséries, sitcons e similares. Muitas delas fizeram sucesso, outras nem tanto, mas a emissora era conhecida por produzir bons produtos nessa linha.
Algo de errado aconteceu com o passar dos anos e a emissora foi deixando esse produto tão importante em segundo plano e luta hoje para reconquistar telespectadores.
A volta (mais recente) à produção de novelas aconteceu em 2005, com o sucesso teen "Floribella", produzida em parceria com produtoras argentinas. De lá para cá, foram produzidas a segunda temporada de "Floribella", "Paixões Proibidas", "Dance dance dance" e a última "Água na boca". Percebe-se que a atual direção artística mobilizou a emissora e investiu no setor. Fez ajustes em horários, buscou espaço para as produções, contratou profissionais competentes, conseguiu patrocínio e estava reconquistando o brasileiro. Mas fomos surpreendidos com a notícia de que a emissora deixaria mais uma vez de produzir novelas, justamente quando a emissora já estava criando o hábito num horário em que competia sozinha com esse tipo de produto e quando esforços estavam sendo feitos para iniciar a produção de uma novela colombiana inspirada no sucesso "Pasion de gavillanes".
Com essa medida aconteceu o que de pior poderia acontecer: demissões. Mais de 130 profissionais que estavam envolvidos pelo departamento chefiado pelo diretor Del Rangel não tiveram seus contratos renovados.
A notícia chocou a todos e certamente o mercado publicitário, que numa próxima tentativa de retomada da emissora certamente vai se lembrar de mais este lamentável episódio.
Posso expor, pelo menos, 10 motivos para que uma emissora de TV produza obras dramatúrgicas:
1º Geração de empregos: a Band praticamente era a única emissora a produzir novelas em São Paulo. O mercado no Rio de Janeiro está lotado e São Paulo, via Band, era alternativa para muitos profissionais;
2º Diversificação da grade de programação: durante muitos anos a emissora ficou conhecida como "Canal do esporte". Com o tempo o preço das transmissões esportivas ficou inviável e tiveram que partir para o plano B. Acabar com o "segmentalismo" e ampliar o conteúdo da programação. Em 2008 foram criados muitos formatos novos, principalmente no horário nobre, logo a novela ajudava a mostrar para o público que a Band tinha opções nessa linha também;
3º Fideliza público: o brasileiro adora novelas e se cria um hábito. "Todo dia tenho que chegar cedo em casa, ligar a TV e ver o capítulo da minha novela". É o que pensam muitos brasileiros;
4º Atrai público diversificado: principalmente das classes C e D que são os grandes consumidores de novelas e assistem poucos programas nos demais horários;
5º Aumenta a concorrência: toda grande emissora, principalmente a que já produziu grande obras, precisa ter novela no seu line-up. As comparações entre as concorrentes por parte do público são inevitáveis;
6º Existe vida inteligente fora da Globo: foi-se o tempo que só a Globo produzia novelas. Olha a Record aí...
7º Traz faturamento: novela é brinquedo caro, mas com o tempo, se bem vendida pode gerar muito lucro;
8º Traz prestígio perante o mercado publicitário e a crítica: "Dance dance dance" foi indicada ao Emmy. Não é para qualquer um. Uma vitória para a emissora;
9º Intercâmbio entre países: "Paixões proibidas" foi exibida em Portugal e Timor Leste. "Dance dance dance" será exibida na Argentina. "Floribella" veio de lá. A substituta de "Água na boca" seria inspirada numa trama estrangeira;
10º Abre espaço para novas produções: recentemente o programa "CQC - Custe o que custar" exibiu uma esquete produzidas em parceria com a equipe de "Água na boca". O que mostrava que o setor estava em sintonia com as demais produções da casa. Com o tempo, a possibilidade de expansão, como produção de seriados, sitcons e quem sabe até obras para o cinema seriam cada vez mais reais;
Bem, desafio alguém a dizer pelo menos 10 motivos para a Band deixar de vez de pensar em dramaturgia. A emissora estava no caminho certo. Profissionais estavam sendo revelados, falava-se em banco de elenco, o público começava a ver na Band uma opção na faixa das 20h15.
Pena que empacamos outra vez. Mas nem tudo está perdido. Uma macrossérie foi encomendada para ser produzida no início de 2009. Vamos aguardar.
Até lá, quem quiser acompanhar dramaturgia na Band terá que se contentar com a reprise de "Tocaia grande", da falecida Rede Manchete. Péssimo na minha modesta opinião, pois quem vive de passado é museu e isso só assina o atestado de incompetência daqueles que preferem uma obra antiga a colocar a mão na massa e fazer história.
Certamente essa reprise não é o que a direção artística planejou para a emissora. Saber de onde veio esta "brilhante" idéia não muda o rumo das coisas, mas o que se espera é que esses coloquem a mão na consciência e percebam o tamanho do erro que cometeram e se lembrem que audiência fácil, vai tão fácil quanto veio. Foi assim com "Mandacarú" e será assim com "Tocaia".
Meus sentimentos aos que perderam seus empregos e minha profunda admiração pelo brilhante trabalho que fizeram!
Até semana que vem.
Serviço:
"Água na boca" vai ao ar de segunda a sexta às 20h15 na Band.
"Dance dance dance" estréia em janeiro no canal por assinatura Boomerang.
"Tocaia grande" tem previsão de estréia na Band dia 15 de dezembro às 21h50 (as quartas será exibida das 21h20 às 21h40, devido à transmissão do futebol).

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Tudo o que você precisa é amor.


Por Paula Gomes

No dia 08 de abril de 2008 às 22h estreava na Band o reality show "É o amor", apresentado pela jornalista Patricia Maldonado. Reality show pois o programa mostrou-se ao longo desses 9 meses que é muito mais que um "programa de namoro" e que nem sempre o final é feliz, como na vida real.
Quando pipocaram na imprensa notas sobre a produção do programa, muitas pessoas criticaram o formato sem nem saber o que estaria por vir. Baseado no formato da Endemol "All you need is love", sucesso em mais de 20 países, "É o amor" deveria ter estreado na Band em 2007, mas por questões contratuais acabou pintando na telinha somente este ano e convenhamos: veio no momento certo.
As críticas prematuras surgiram pois as pessoas associavam aos antigos e clássicos programas de namoro, como "Em nome do amor", "Namoro na TV", "Jogo do Namoro", "Jogo da Vida" e entre outros. O que poucos sabem é que todos esses programas no fundo, buscaram inspiração no formato da Endemol.
A proposta do programa é bem simples: promover encontros, buscar reconciliações e fazer declarações de amor. Mas a simplicidade da proposta não é apresentada assim ao telespectador. Com ares de megaprodução, o programa surpreende pela alta qualidade estética, pela excelente e ágil edição de imagens, pela trilha sonora (que é sempre um show a parte) e principalmente pelas histórias, que são pra lá de comoventes.
Obviamente quem nunca parou para ver o programa deve achar uma "breguice", mas o diferencial do programa é justamente esse: não é brega e muito menos cafona. É real.
A cada edição são mostradas geralmente de 5 a 6 histórias e muitas delas terminam sem o famoso final feliz e é aí que está a diferença!
Tudo isso comandado pela excelente Patricia Maldonado, que surpreendeu à frente da atração. Patricia conduz as externas e dá a elas um formato "jornalístico" e se dedica de corpo e alma, sempre empolgadíssima, Patricia e a equipe rodam o país a bordo do trailler do amor e já estiveram, por exemplo, no Amazonas, no Rio Grande do Sul, no Rio Grande do Norte e até no Haiti! O que dá ao programa ainda mais agilidade e foge do tradicional eixo Rio-São Paulo. No palco, Patricia desenvolveu um outro lado - o de animadora. Patricia recebe pessoas e interage constantemente com a platéia e ao final de cada história sempre dá aquele conselho que falta para fechar a história.
Um programa emocionante e envolvente, "É o amor" está cativando cada vez mais telespectadores. Com audiência próxima do famoso "CQC - Custe o que custar" e alto faturamento, o programa conquistou seu espaço no horário nobre da Band, tornando-se uma alternativa aos filmes e programas de humor da concorrência.
Quem liga a TV na Band nas noites de terça-feira, certamente vai encontrar um programa muito bem produzido, uma apresentadora carismática, histórias reais e emocionantes que certamente o fará pensar que ainda há sensibilidade na televisão e que é possível consquistar o público com uma proposta tão bacana e sincera, sem apelações em busca de audiência.
Como diz a Patricia: "Isso É o amor".
Serviço:
"É o amor" com Patricia Maldonado vai ao ar todas as terças, às 22h e aos sábados às 13h30.
Para participar, basta acessar o site band.com.br/eoamor.
O telefone da produção é (0xx11) 31531313.
Caixa Postal 26084, CEP 05513-970/SP

Nosso próximo encontro é na semana que vem, agradeço o convite do André, mantedor deste espaço e convido-lhes para acessar nossa comunidade no Orkut.
Clique aqui para entrar!
Beijos e até a próxima!

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