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domingo, 9 de agosto de 2009

Marcelo Tas - entrevista.

O apresentador do “CQC”, Marcelo Tas, concedeu a este espaço entrevista no dia 3, poucas horas antes de o programa ir ao ar. Tas fez um balanço de um ano e meio do programa na Band; falou sobre o humor na TV brasileira; sobre o concurso para o oitavo integrante do grupo e sobre a polêmica em relação a saída do programa “ao vivo”.

Veja na íntegra:

Repórter - O “CQC” completa um ano e meio no próximo dia 17 de agosto. Qual é o balanço que você faz do formato argentino aqui no Brasil até agora?

Tas - Sem dúvida nenhuma, o balanço é muito bom. Somos quase um “clássico paulista”. A audiência que atingimos é praticamente a mesma de um grande jogo de futebol pelo Campeonato Paulista [transmitido pela Band]. Mas não pensamos apenas em audiência – e acho que a imprensa no geral também não deveria –.

Repórter - Alguns críticos dizem que jornalismo e humor num mesmo programa podem ser considerados uma mistura perigosa. O que você acha disso?

Tas - Eu concordo com eles, mas acredito que o público quer isso porque está cansado de programas chatos que não renovam, não surpreendem. Além de perigosa, acho essa combinação muito eficiente, porque quando o jornalista consegue fazer humor com qualidade o poder de comunicação dele se amplifica e muito. Adoramos essa mistura justamente por ela ser perigosa.

Repórter - Como você avalia o humor na TV brasileira?

Tas - Historicamente, sempre foi muito importante, mas eu vejo que atualmente a TV está muito acanhada em relação ao volume de talentos que temos. O “CQC”, por exemplo, tem humoristas de grande qualidade que nunca tiveram chances de fazer televisão e que estavam no teatro, na internet [etc] e não eram valorizados. Daí, o “CQC” acolheu esses talentos e hoje eles são reconhecidos. O humor passa por um momento excepcional, mas o que temos aí é apenas uma ponta do iceberg.

Repórter - O programa abriu inscrições para o 8º integrante do grupo. O número de inscritos superou as expectativas?

Tas - Foi uma pandemia [risos] e uma surpresa. O maior número de inscritos num concurso de TV no planeta foi no “Melhor Emprego do Mundo” [na Nova Zelândia], com 30 mil inscritos. E o “CQC” já passou dos 23 mil [16 mil homens, 7 mil mulheres; candidato mais velho, 81 anos; mais novo, 16]. Eu estou muito surpreso. A gente tem candidatos com extrema qualidade e a “peneira” já começou. Se pudesse, um garoto, de 16 anos e do Rio de Janeiro, teria muita chance, mas não posso falar o nome dele.

Repórter - Quando será a estreia e a grande final do concurso?
Tas - O início está marcado para a próxima semana (dia 10) e a finalíssima para o dia 14 de setembro, mas estamos avaliando – e a decisão sairá em três dias – o adiamento em uma semana, justamente por conta do volume inesperado de candidatos. Com isso, o início e a final poderão ser adiados em sete dias. Ou seja, a final passaria a ser no dia 21 de setembro.

Repórter - Vocês voltaram a fazer o programa “ao vivo”. O que aconteceu de fato para que a emissora tomasse a decisão de realizá-lo gravado?
Tas - Nós fizemos mais de 50 edições “ao vivo” e com um baixíssimo nível de erros. Por algum acaso, nas últimas tivemos várias falhas [como a não entrada do break e a troca da profissão de duas meninas]. A minha intenção não era ofender, magoar a ninguém. Mas isso causou os protestos, e eu compreendo. Com isso, a direção da Band resolveu aproveitar essa onda de erros para ver se estava tudo certo. Apenas uma medida preventiva. Fizemos três programas e os gravávamos sempre às 19h. E, durante esse três programas, não aconteceu nenhuma falha. Mas eu estava quase gostando de gravar às sete da noite. Nós íamos para o bar, beber, e assistíamos de lá mesmo.

POR: Gilvan Marques.

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Marcelo Tas, neste domingo, será o convidado do programa "Irritando Fernanda Young", no GNT (TV por assinatura). Não perca!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Entrevista exclusiva com Marcia Kaplun, a Krika Telé de Uma Escolinha Muito Louca.


Blog da Band – Krika Telé é seu primeiro personagem na TV?
Marcia Kaplun: Comecei fazendo pequenas participações em algumas novelas da Globo e tive o prazer de contracenar com o Tom Cavalcante no Zorra Total, porém minha primeira personagem de fato foi Elisa, uma assistente social na novela Prova de Amor da Rede Record em 2006. Depois disso, apresentei um programa na TVJB chamado "Na Lupa de Marcia Kaplun" onde satirizava as fofocas de celebridades, entrevistava e visitava bastidores dos teatros no Rio, vestida de pijamas, pantufas e um mordomo hilário que me acompanhava. A TVJB faliu antes mesmo de decolar. Fiquei muito tempo fora do ar, mas sempre fazendo alguma coisa no teatro ou mesmo na minha empresa, especializada em teatro-empresa, pegadinhas encomendadas e telegrama animado.

Blog da Band – Desde quando você está no ramo da atuação?
Marcia Kaplun: Desde pequena fazia teatro na escola... Me lembro a primeira vez, ainda no jardim, encontrei uma fantasia de macaco e não tive dúvidas: saí adentrando as salas de aula que nem uma louca imitando o bicho... (risos) acho que essa foi a primeira "performance" da minha vida! Depois, lá pelos meus 7 anos, inventei de fazer comédia pastelão na hora do recreio... fazia tortas de creme para barbear e mandava ver! Já na adolescência, juntava dinheiro do lanche e andava a pé para pagar o Tablado (curso de teatro aqui do Rio). Minha primeira peça profissional foi em 1982, mas já fazia teatro amador desde 1979.

Blog da Band – Como surgiu o convite para integrar o elenco de “Uma Escolinha Muito Louca”?
Marcia Kaplun: Não surgiu! (risos) Eu surgi por telefone! Mandei chamar o diretor e disse: Alô alô! (risos) Querido, sou atriz do Rio de janeiro, basicamente de comédia, soube que vocês estão fazendo teste e gostaria de participar, mas vou avisando: Não faço o tipo gostosona... Mas também não sou gorda. Sou do tipo versátil e me encaixo facilmente em qualquer personagem! Quer me conhecer pessoalmente? Estou pronta pra ir a Sampa e me apresentar pra você! - Acho que nessa hora, ele escutou a Krika falando! (risos) Depois de enviar meu material por e-mail, fui chamada para o teste e cá estou!

Blog da Band – Você acha que sua personagem se destaca por ser uma personalidade tão comum no nosso dia-a-dia?
Marcia Kaplun: Acho que facilita muitos termos uma sátira às operadoras de telemarketing, mas quem disser que há alguma personalidade comum do dia a dia na escolinha, é tão louco quanto nós! (risos) Os personagens na escolinha são caricatos. Quanto ao destaque da Krika, acho que se deve a irreverência dela... Dos produtos malucos que ela vende. Como estamos muito avançados nas gravações, o público ainda não sabe, mas vão dar muitas risadas pelo fato dela ter uma paixão pelo professor e começar a cantá-lo descaradamente!

Blog da Band – Qual é a sensação de atuar com um veterano como Sidney Magal?
Marcia Kaplun: A sensação é do meu corpo dançar sem parar! (risos) Olha, o Magal é o louco mor da escolinha! Nele eu encontro cumplicidade, carinho, respeito. Sabe, quem lida com humor tem que ter uma parcela de improviso e é aí que eu me sinto totalmente a vontade com ele. Ele me dá todo o suporte para as loucuras da Krika. Às vezes eu penso: ai meu Deus, o diretor não vai deixar passar essa... Daí converso com o Magal antes do ensaio e na hora que o diretor levanta a sobrancelha, lá vai o Magal defendendo minha idéia. Mas o mérito também é do próprio diretor que sabe exatamente o que é bom ou não... Valoriza o improviso e ele mesmo complementa às vezes a loucura dela com uma piada. Na verdade, o diretor Valdemyr Fernandes é o grande maestro que não deixa a música ralentar!

Blog da Band – Como é o clima com os outros atores do programa?
Marcia Kaplun: P e t a c u l a r, como diz meu amigo Diego Varejon! Somos 3 atrizes e um ator do Rio... o resto do elenco mora em São Paulo. Gravamos 2 intensos dias na semana 5 programas e mesmo assim, a galera quer nos levar pra jantar... passear... conhecer São Paulo... viramos uma família! Tudo é motivo para nos reunirmos e comemorarmos! Até o aniversário do cão do Murillo (Diego Varejon) foi motivo de festa! Aproveitamos neste dia pra comemorar os aniversários de Dezembro que foram do Lu, da Pamela, e do Iran. O chato é a dor no maxilar depois de 2 dias inteiros convivendo com esse pessoal de dia nas gravações e a noite quando saímos juntos! Ninguém pára de rir e ninguém pára de falar bobagem. E o Magal tá incluído nisso tudo! Eu não poderia deixar de citar a parte técnica, dos produtores, maquiadores, cabeleleiros, câmeras, enfim, uma equipe que trabalha com amor e que faz toda a diferença num set de filmagem.

Blog da Band – O que você acha das comparações com as “escolinhas” antigas?
Marcia Kaplun: Pra mim não há comparação, a começar pelo professor que é um Sex Symbol, além de muito bem humorado e debochado. A turma é muito bagunceira e abusa dele... Isso que é engraçado e diferente. Me lembro do professor Raimundo, achava ele ranzinza, sem querer desmerecer o trabalho do brilhante Chico Anysio. Temos personagens inéditos como a própria Krika operadora de telemarketing, o Julio Fashion, O Chekyn no Moon, O MC Chopão, Diego Varejon, Hugo o motorista, Eloy Motoboy, Ana Balanço, Sandra, Rosa e Madalena... Mas mesmo que os outros tenham algum "lugar comum" são diferentes. Iguais apenas os estereótipos que um programa como a escolinha tem a obrigação de ter. É como uma releitura... Um remake... Tem coisas que se aproveitam, outras que transmutam e outras que se joga fora. O lance é atualizar e isso está sendo feito.

Blog da Band – Você tem expectativas de que a “Escolinha” seja um projeto de longa vida ou acha que é só um projeto momentâneo?
Marcia Kaplun: Não posso negar que hoje em dia, até as novelas, se baseiam no IBOPE. É muito comum, por exemplo, uma novela ser encurtada e tirada do ar. O que dizer de um programa diário? Mas minha expectativa neste projeto em específico é de longa vida sim, pois foi implantado brilhantemente por Hélio Vargas, que não dá ponto sem nó, está sendo dirigido pelo talentoso Valdemyr Fernandes que muito entende de comédia, estamos com um time de roteiristas de primeira e muito experientes, sem falar nos novos talentos que despontam no programa como a Pâmela Côto fazendo a Elvira, a Camila Navarro que faz a Patricinha e no time de gente que já faz comédia na noite paulista como o Mateus Carrieri (Raul Pitbull), Murillo Flores (Varejon), Kaká de Lima (Amado Severo), Nóia Pinóia (Wesley Crespo), MC Chopão (Claudio Campos) e Rafa Melo (Aurélio JR). Vale ainda citar os veteranos como o Iran Lima (Cândido Manso), Orival Pessini (Ranulpho Pereira), César Macedo (Seu Eugênio), o Ricardo Corte Real (Nepotônio Sobrinho) que faz TV desde os 9 anos de idade e nossa celebridade Adriana Bombom (Ana Balanço) que me surpreendeu com sua graça e caras e bocas hilárias! Contudo, realmente o que pode ser determinado mesmo para tudo se manter, são os roteiristas. Sem bons textos e boas piadas, um programa de humor não sobrevive. Eu confio muito no taco do Marcos Resende que é o nosso Redator Chefe e na escolha de sua equipe.

Blog da Band – Você tem planos futuros além da “Escolinha”?
Marcia Kaplun: Meus planos futuros são próximos. Estou estudando uma adaptação da minha peça Verônica Sem Vergonha para talvez um monólogo ou uma peça inédita tipo esquetes cômicas com mais gente do elenco da escolinha. Em TV, gostaria muito de algum dia trabalhar com a Rosana Hermann (acho ela genial) e também voltar a apresentar um programa! Além disso, um amigo me despertou para programas de rádio... Adoraria fazer!

Blog da Band – Além de um programa de humor, já imaginou em fazer novelas?
Marcia Kaplun: Como disse no começo, minha primeira personagem em TV foi numa novela. Acho até mais fácil fazer novela do que o que estou fazendo, mas amo o que faço agora e isso é o que conta!

Blog da Band – Krika transmite simpatia e carisma quando é chamada pelo professor. Você acha que esses são ingredientes importantíssimos para a personagem conquistar um telespectador?
Marcia Kaplun: Carisma com certeza um ator tem que ter, porém uma personagem, talvez não necessariamente necessite ser simpática. Eu vejo charme na antipatia também... Quem nunca gostou de um vilão? Ou de um mal - humorado? No caso da escolinha, a Alegria com A maiúsculo, é um ingrediente que não pode faltar!

Blog da Band – Qual é o ponto mais fácil em fazer humor?
Marcia Kaplun: Depende. No caso da Krika, as caras e bocas. Ela pisca aqueles cílios enormes e vai embora!

Blog da Band – E o mais difícil?
Marcia Kaplun: O Humor tem um tempo certo... Se passar, fica chato. A Krika tem um ritmo frenético... Ela tem a resposta certa (o que pode ser maçante) e tem que ser rápida, principalmente no comercial, na hora de vender o produto. Tem outra coisa no humor que é difícil: nem sempre estamos de bom humor! Durante as gravações, em algum momento, voltei pro Rio e perdi meu filho au au, o Max que também era ator e super companheiro a 15 anos (apesar da idade ele não estava doente)... Foi muito difícil encarar esta perda, decorar ao mesmo tempo (pois temos só 4 dias pra decorar 5 programas) e gravar com toda a cara de felicidade do mundo.

Blog da Band – Você acha que os bordões da Krika serão realmente a marca registrada da personagem?
Marcia Kaplun: Bem, o importante, é vender o meu produto! (risos) Geralmente, o bordão é o que registra uma personagem, mas também há trejeitos que marcam. No caso da Krika, além das piscadas, ela sobe na mesa e lá fica bem à vontade! Como eu disse mais acima, ela vai se apaixonar pelo professor e dar altas cantadas nele. Ela estará sempre de olho numa possibilidade de beijá-lo. O engraçado é que eu tenho realmente que pegar o Magal de surpresa! Teve uma vez (já era a terceira) que eu o beijei, mas o diretor por alguma razão técnica teve que pedir para recomeçar o quadro... Daí, não consegui beijá-lo de novo... Ele já sabia!

Blog da Band – A “Escolinha” apresentou um bom desempenho no Ibope em sua primeira semana. Você acredita que a audiência só tem a crescer com o passar do tempo?
Marcia Kaplun: Essa pergunta eu passo pro Diego Varejon, adivinho, telepata, numerólogo, cartomante e seja o que Deus quiser! (risos) Gostaria de deixar uma mensagem de feliz natal pra todos com um pequeno filme de 2 minutos do Youtube de uma personagem minha chamada Matilde: clique aqui para assistir. Desejando também um ano novo de muitas alegrias e risadas. Portanto, boas entradas e ótimas saídas, pois tudo que entra, tem que sair bem não é? (risos)


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